Em janeiro, fiz um post apontando “Cinco transformações no audiovisual brasileiro nos últimos anos” e, dentre elas, estava o crescente consumo de conteúdo através das plataformas de streaming.

Hoje, o Google divulgou um novo compilado de dados sobre o consumo de vídeos no YouTube e sua relação com a televisão. A reportagem, intitulada “YouTube na TV ou a TV no YouTube? As linhas borradas do consumo de vídeo online” (tradução livre, original, em inglês, aqui), traz os seguintes dados, relativos aos Estados Unidos:

  • Adultos são 5 vezes mais propensos a escolher assistir a uma plataforma online do que TV paga ou aberta em casa;
  • 2/3 (dois terços) das pessoas dizem pegar outro aparelho durante os intervalos comerciais da TV;
  • 92% dos espectadores do YouTube dizem assistir à plataforma de um aparelho móvel quando estão em casa;
  • Desde 2013, o consumo de conteúdos originalmente feitos para TV no YouTube subiu 230%;
  • O YouTube representa mais da metade do tempo gasto pelas pessoas assistindo a plataformas online na televisão (em SmarTVs ou TVs com aparelhos como o ChromeCast);
  • 51% das pessoas assistem ao YouTube para relaxar e desestressar;
  • 38% das pessoas assistem ao YouTube para se sentirem entretidas;
  • Dentre as pessoas que assistem ao YouTube na televisão, 48% são mães assistindo com seus filhos;
  • 25% das pessoas que assistem ao YouTube na televisão, o fazem para mostrar algum vídeo que já assistiram para amigos e familiares;
  • Em média, por dia, o YouTube atinge mais espectadores com mais de 18 anos do que qualquer rede de televisão.

Esses dados são relativos ao mercado norte-americano, que possui diferenças significativas em relação ao mercado brasileiro, especialmente quanto a tendência das redes de televisão de disponibilizar seus conteúdos na íntegra (ou quase) no YouTube e na quantidade de Smart TVs em relação a população.

Apenas para ilustrar esse exemplo, é estimado que, em 2016, 49,7% da população norte-americana tinha pelo menos uma TV com acesso a Internet em casa, segundo o eMarketer; enquanto no Brasil, em 2015, ainda um quarto dos domicílios possuía apenas TV analógica e 40% possuíam TV digital, porém não necessariamente com acesso a Internet segundo reportagem da EBC.

Ainda assim, as tendências são promissoras quanto ao acesso da população brasileira à Smart TVs e, consequentemente, ao hábito de assistir à plataformas de streaming na TV. É importante para os produtores e canais ficaram atentos a essas sinalizações de mercado e se prepararam estratégica e economicamente para esses novos parâmetros de mercado.

E você? Tem a tendência de assistir ao YouTube na sua TV? Tem algum conteúdo que mais assiste? Comente aqui ou na seção de comentários da minha página do Facebook.

Beijos e abraços!

 

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